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Cotação automática no Datasul: como funciona e onde entra a IA

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O Datasul já automatiza parte da cotação com fornecedores preferenciais, regras por valor e portal. Veja onde o processo trava na cauda e o que um agente de IA faz a mais operando dentro do ERP.

Cotação automática no Datasul: como funciona e onde entra a IA

Cotação automática no Datasul é um pedido frequente em qualquer área de compras que roda o ERP da TOTVS. A pergunta por trás dele costuma ser outra: por que uma solicitação de baixo valor leva dias para virar pedido, se o sistema já tem cotação, mapa comparativo e ordem de compra?

Este artigo percorre o fluxo de cotação do Datasul, mostra o que a configuração nativa automatiza, onde o processo trava na prática e o que um agente de IA faz a mais operando dentro do ERP. Os exemplos numéricos são ilustrativos e não prometem resultado.

Como o fluxo de cotação funciona no Datasul

O módulo de compras do Datasul organiza a aquisição em etapas encadeadas. Cada etapa deixa registro, o que torna o processo auditável e também permite medir onde o tempo é gasto.

  • Solicitação e requisição de compra. O requisitante registra o item, a quantidade e a data de necessidade. A solicitação passa pela aprovação definida na empresa antes de chegar ao comprador.
  • Cotação de preços. O comprador seleciona fornecedores, gera a cotação e envia. As respostas são digitadas ou importadas no ERP.
  • Mapa comparativo. O Datasul coloca as propostas lado a lado por preço, prazo e condição de pagamento. O comprador escolhe o vencedor.
  • Ordem de compra e pedido. A escolha vira ordem de compra, que passa pela aprovação e é enviada ao fornecedor.

Em itens de cauda, o mesmo roteiro se repete centenas de vezes por mês para valores pequenos, e é aí que a expressão "cotação automática" ganha sentido.

O que a configuração nativa já automatiza

Antes de falar em IA, vale esgotar o que o próprio Datasul oferece.

Fornecedores preferenciais por item. O cadastro de item e fornecedor permite indicar quem costuma atender cada material. A cotação nasce com a lista pré-selecionada.

Regras de cotação por faixa de valor. É possível definir quantas propostas uma compra precisa conforme o valor, e dispensar cotação para itens com contrato ou preço acordado.

Integração com portal de fornecedores. Quando a empresa usa um portal integrado ao Datasul, o fornecedor responde a cotação na tela e a proposta entra no ERP sem digitação. As APIs REST do Datasul e o EAI (Enterprise Application Integration) fazem a ponte para outros sistemas.

Aprovação eletrônica. O fluxo de aprovação da ordem de compra pode rodar no próprio ERP ou no TOTVS Fluig, com alçadas por valor e por centro de custo.

Configurado com cuidado, esse conjunto tira boa parte do trabalho braçal da cotação. O que ele não faz é decidir, negociar ou cobrar fornecedor. Sobre como o ERP se encaixa na estratégia de compras, veja a página sobre Datasul.

Onde o processo trava na prática

Quando se olha o log de eventos de um Datasul em operação, o gargalo raramente está na tela de cotação. Está nos intervalos entre as etapas.

Itens de cauda sem dono. A curva C concentra a maior parte das solicitações e uma fração pequena do gasto. Ninguém tem tempo de cotar cada uma, então elas esperam na fila ou saem com o último preço praticado.

Resposta de fornecedor por e-mail. Mesmo com portal, parte dos fornecedores responde por e-mail, em PDF ou planilha. Alguém precisa ler, conferir e digitar no mapa.

Comparação manual sem histórico. O mapa comparativo mostra as propostas da cotação atual. Ele não diz, por padrão, que o mesmo item foi comprado 20% mais barato em outra unidade três meses antes. Esse histórico existe no Datasul, mas o comprador precisa buscá-lo.

Cobrança de fornecedor. Cotação sem resposta fica aberta até alguém lembrar.

Exemplo ilustrativo: uma solicitação de 30 lâmpadas LED, valor estimado de R$ 900, leva 9 dias entre a aprovação e a ordem de compra. O comprador gastou 25 minutos; o resto foi espera.

O que um agente de IA faz a mais

Um agente de IA para compras não substitui o Datasul. Ele ocupa o intervalo entre as etapas que o ERP já registra.

Cota sem esperar agenda. Assim que a solicitação é aprovada, o agente identifica o item, seleciona fornecedores homologados e envia a cotação, por portal ou por e-mail.

Compara contra o histórico do próprio Datasul. Antes de olhar as propostas, o agente consulta as ordens de compra anteriores do item em todas as unidades e calcula o menor preço praticado. Esse piso vira a referência da comparação.

Negocia dentro da alçada. Se a melhor proposta fica acima do piso, o agente faz contraproposta ao fornecedor. Se chega a um valor dentro da regra definida pelo comprador, fecha. Se não chega, para e encaminha ao comprador com o resumo.

Devolve o pedido ao ERP. O agente cria a ordem de compra pelas APIs REST do Datasul ou pelo EAI, como faria um usuário. A ordem passa pelas mesmas aprovações, gatilhos e validações. Nada é gravado direto no banco.

No exemplo das lâmpadas, o agente cota no mesmo dia, encontra um piso de R$ 24 por unidade no histórico, negocia e cria a ordem em cerca de 30 horas, a maior parte esperando o fornecedor. Exemplo ilustrativo: o ciclo real depende do item e do mercado.

Como avaliar sem trocar de sistema

O caminho mais barato para saber se vale a pena começa com dados que o Datasul já tem.

  1. Exportar os eventos de compras. Solicitações, cotações, ordens e aprovações de doze meses, com data e hora. É o insumo de um diagnóstico por process mining.
  2. Medir a cauda. Quantas solicitações de baixo valor existem, quanto tempo esperam e quanto o preço varia para o mesmo item entre unidades.
  3. Definir a alçada do agente. Faixa de valor, piso e tolerância, fornecedores homologados, itens excluídos.
  4. Rodar um piloto em categorias de cauda. Com o comprador aprovando cada ordem no início, e depois só as exceções.

Esse roteiro não pede migração, módulo novo nem mudança no fluxo de aprovação. O Datasul continua sendo o sistema de registro, e o Agente Negociador da UpFlux opera dentro dele, com trilha de auditoria por decisão. Para dimensionar o problema, veja tail spend e os KPIs de compras que a cauda costuma piorar.

Perguntas frequentes

O Datasul tem cotação automática nativa?

O Datasul automatiza partes da cotação: fornecedores preferenciais por item, regras de número mínimo de propostas por faixa de valor e integração com portal para o fornecedor responder direto no ERP. O que continua manual é a decisão, a negociação e a cobrança do fornecedor. É nesse espaço que a UpFlux coloca agentes de IA operando dentro do Datasul.

O agente de IA substitui o módulo de compras do Datasul?

Não. O agente lê a solicitação aprovada e o histórico de ordens de compra do próprio Datasul, cota, negocia e cria a ordem pelas APIs REST ou pelo EAI, como um usuário faria. O ERP segue como sistema de registro, com suas aprovações e validações. Se o agente for desligado, os pedidos continuam no Datasul com o histórico completo.

Como o agente sabe qual é um bom preço?

Ele usa o histórico de compras do próprio Datasul: as ordens anteriores do mesmo item em todas as unidades, filtradas para tirar registros fora do padrão. O menor preço praticado vira o piso, e o comprador define a tolerância acima dele. Na abordagem da UpFlux, esse piso é calculado antes de qualquer cotação e fica registrado junto com a decisão.

Por onde começar sem trocar de sistema?

Pela exportação dos eventos de compras do Datasul e por um diagnóstico de process mining sobre a cauda: quantas solicitações de baixo valor existem, quanto tempo esperam e quanto o preço varia. Com isso, o comprador define a alçada e roda um piloto em duas ou três categorias, com aprovação por ordem no início e por exceção depois.

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