Mapa de cotação: como montar, comparar propostas de fornecedores e decidir (com modelo)
O mapa de cotação compara, lado a lado, as propostas de fornecedores para a mesma compra. Veja o modelo para indústria e serviços, como pesar preço, prazo, condição de pagamento e imposto, quantas cotações pedir por faixa de valor e quando o mapa deixa de caber na agenda do comprador.

O mapa de cotação é a tabela que coloca lado a lado, item por item, as propostas de fornecedores diferentes para a mesma compra. Ele compara preço unitário, prazo de entrega, condição de pagamento, frete e imposto, e registra por que o vencedor venceu. Bem feito, ele responde a duas perguntas: qual proposta custa menos de verdade e quem pode conferir a decisão depois.
A maioria dos modelos que circulam foi feita para obra ou para pequena empresa: uma planilha com três colunas de preço e o menor valor pintado de verde. Em compras corporativas isso engana. O menor preço unitário perde com frequência quando entram o prazo de pagamento, o frete e o crédito de imposto que a empresa consegue aproveitar. Este artigo mostra o modelo para indústria e serviços, a regra de quantas cotações pedir e o ponto em que o mapa deixa de caber na agenda do time de compras com time digital.
O que um mapa de cotação precisa ter
Um mapa útil tem três blocos.
- O que se compra. Item, especificação, quantidade, unidade e data de necessidade, iguais para todos os fornecedores. Se cada um cotou uma coisa diferente, não há comparação: há três compras.
- O que cada fornecedor ofereceu. Preço unitário, frete, prazo de entrega, condição de pagamento, validade da proposta e impostos destacados.
- Por que se decidiu. O critério usado, a nota de cada proposta, o vencedor e quem aprovou. Esse bloco é o que transforma uma planilha em registro de decisão.
O terceiro bloco é o que mais falta. Sem ele, seis meses depois ninguém sabe se o fornecedor mais caro venceu por prazo, por qualidade ou por hábito.
Modelo de mapa de cotação
O exemplo abaixo é ilustrativo: um item de manutenção, 40 unidades, três fornecedores.
| Fornecedor A | Fornecedor B | Fornecedor C | |
|---|---|---|---|
| Preço unitário | R$ 182,00 | R$ 175,00 | R$ 189,00 |
| Frete total | incluso | R$ 420,00 | incluso |
| Prazo de entrega | 5 dias úteis | 12 dias úteis | 3 dias úteis |
| Condição de pagamento | 28 dias | à vista | 56 dias |
| Imposto com crédito aproveitável | sim | não | sim |
| Total da compra | R$ 7.280,00 | R$ 7.420,00 | R$ 7.560,00 |
| Atende a data de necessidade | sim | não | sim |
| Decisão | vencedor: menor total que atende o prazo | eliminado pelo prazo | segundo colocado |
O fornecedor B tinha o menor preço unitário e terminou eliminado. Com o frete, ficou mais caro que o A, e o prazo não atendia a necessidade. É o caso mais comum de decisão errada em mapa feito só com a coluna de preço.
Para copiar o modelo, mantenha as linhas e troque as colunas pelos seus fornecedores. Os campos são os mesmos no Protheus, no Datasul e no SAP. O que muda é o nome da tela, não a lógica.
Como comparar além do preço
Preço unitário é a primeira linha, não a decisão. Quatro ajustes mudam o vencedor com frequência:
- Frete e embalagem. Some ao total. Proposta "FOB" e proposta "CIF" não estão no mesmo preço.
- Condição de pagamento. Prazo maior vale dinheiro para o caixa. Uma forma simples de comparar é trazer cada proposta a valor presente com a taxa que o financeiro usa. Se o financeiro não tem uma, peça antes de montar o mapa.
- Imposto. Compare pelo custo líquido: o preço menos o crédito de imposto que a sua empresa consegue aproveitar naquela compra. A mesma nota pode gerar crédito para uma empresa e não para outra. Com a reforma tributária, isso passa a depender também do pagamento do fornecedor, como explicado em crédito condicionado ao pagamento.
- Prazo de entrega contra a data de necessidade. Fornecedor que não atende a data não é o mais barato; é o que vai gerar uma compra emergencial depois.
Quando qualidade e confiabilidade do fornecedor pesam, use critério ponderado: dê peso a cada fator (por exemplo, custo líquido 60%, prazo 25%, histórico de entrega 15%), dê nota a cada proposta e registre a conta no próprio mapa. O peso é decisão da política de compras, não do comprador na hora.
Quantas cotações pedir
A "regra dos três orçamentos" vem da compra pública. No setor privado ela é política interna, e a política boa varia com o valor e com o risco do item. Um desenho comum:
- Valor baixo e item recorrente: uma cotação basta quando há referência de preço, ou seja, o histórico do que a própria empresa já pagou pelo item. O controle é comparar com essa referência, não juntar papel.
- Valor intermediário: duas ou três cotações, com mapa simples.
- Valor alto ou item crítico: três ou mais cotações, mapa ponderado e aprovação na alçada correspondente, como descrito em alçada de aprovação de compras no Protheus.
O erro mais caro está na faixa baixa. Exigir três cotações para todo pedido pequeno não aumenta o controle: faz o comprador pular a cotação ou fracionar o pedido. O tema está em fracionamento de pedidos e compras emergenciais.
Onde o mapa de cotação trava
O mapa funciona bem no pedido que alguém decidiu tratar. O problema é o volume. Numa área que emite centenas de pedidos por mês, a maior parte é de valor baixo, e montar mapa para cada um não cabe na agenda. O resultado é previsível: esses pedidos saem com o último fornecedor, sem cotação e sem comparação com o histórico. É a cauda, explicada em curva C em compras.
Há três saídas:
- Contrato ou catálogo para o que se repete, e o mapa deixa de ser necessário.
- Cotação automática no ERP, que dispara pedidos de cotação e monta o comparativo. Ajuda no tempo, mas ainda depende de alguém decidir. Ver cotação automática no Datasul e IA nas compras do Protheus.
- Um agente que monta e decide o mapa dentro da alçada, compara com o histórico do item, negocia e devolve ao comprador só a exceção. O passo a passo está em como automatizar cotação e requisição com IA.
Perguntas frequentes
O que é um mapa de cotação?
É a tabela que compara, item por item, as propostas de fornecedores diferentes para a mesma compra. Reúne preço unitário, frete, prazo de entrega, condição de pagamento e impostos, e registra o critério usado e o vencedor. Serve para escolher a proposta de menor custo real e para deixar a decisão auditável.
Como fazer um mapa de cotação?
Padronize o pedido (item, especificação, quantidade e data de necessidade iguais para todos), colete as propostas com os mesmos campos, calcule o total com frete, compare pelo custo líquido de imposto e pela condição de pagamento, elimine quem não atende o prazo e registre o critério e o vencedor. No Protheus, no Datasul e no SAP o ERP já tem a tela de comparação de propostas; a planilha só é necessária quando o ERP não é usado.
Qual a diferença entre mapa de cotação e mapa comparativo de preços?
Na prática, são o mesmo documento. "Mapa comparativo de preços" é o nome mais usado em compra pública, onde a pesquisa de preços segue regra legal. Em empresas privadas, "mapa de cotação" e "mapa comparativo de propostas" são os nomes mais comuns.
Quantas cotações uma empresa privada deve pedir?
Não há regra legal para o setor privado. A política costuma variar por faixa de valor e risco: uma cotação com referência de preço para itens de valor baixo e recorrentes, duas ou três para valores intermediários e três ou mais, com mapa ponderado, para valores altos ou itens críticos.
O menor preço sempre vence o mapa de cotação?
Não. Frete, condição de pagamento, crédito de imposto e prazo de entrega mudam o custo real. A proposta de menor preço unitário perde com frequência quando esses fatores entram na conta, ou é eliminada por não atender a data de necessidade.
Como a UpFlux faz
A UpFlux opera a cotação que ninguém tem tempo de fazer. O Agente Negociador lê 12 meses de histórico do item, encontra o menor preço já praticado pela própria empresa, cota com os fornecedores, negocia dentro da alçada e emite o pedido no Protheus, no Datasul ou no SAP, com o mapa e o motivo da decisão registrados em cada pedido. O comprador aprova por exceção. É o trabalho do time digital de compras da UpFlux.
Onde isto vira operação
- IA em compras, do começo ao fimO que a IA já decide sozinha em compras, o que continua com o comprador e por onde a operação começa.
- Agentes de IA para empresasO catálogo de agentes em produção, de compras a contas médicas, com governança e o retorno de cada um medido em reais.
- Capacidade em comprasCotação, negociação e pedido dentro do ERP, com alçada definida e aprovação por exceção.



